Ronco e Apneia do Sono

O sono de qualidade é essencial na recuperação da saúde física e psicoemocional do ser humano. Ë durante o sono que ocorrem a restauração física que nos protege do desgaste natural causados pelas horas que passamos acordados.

O Ronco é um ruído respiratório que acontece durante o sono que acomete cerca de 70% da população adulta. Além do incômodo social com o companheiro (a), em viagens e situações corriqueiras, o ronco pode ser um sintoma de um problema maior, a Apneia Obstrutiva do Sono.

A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é um dos mais frequentes distúrbios do sono que acomete cerca de 30% dos indivíduos adultos, e esta porcentagem só aumenta a cada década de vida.

A Apneia Obstrutiva do Sono caracterizado por pausas respiratórias total ou parcial recorrentes durante o sono devido obstruções na Via Aérea superior (VAS). As pausas respiratórias podem durar de alguns segundos a minutos causando a redução da captação do oxigênio e frequentemente são acompanhadas por microdespertares (fragmentação do sono) e por ronco de intensidade que incomodam o parceiro. Em geral, os pacientes não têm conhecimento desses episódios, mas pela manhã, se sentem cansados, sonolentos, com a “boca seca” e alguns se queixam de cefaleia ao acordar.

Além de ronco e sonolência diurna excessiva, os sinais e sintomas incluem hipertensão arterial sistêmica (HAS) e outras complicações cardiovasculares, dores de cabeça matinais, problemas de memória, depressão, refluxo gastroesofágico, noctúria, e impotência sexual.

A sonolência excessiva pode levar o indivíduo ficar letárgico e adormecer em situações ativas e no trabalho prejudicando nas funções diárias e do trabalho, podendo acarretar acidentes domésticos, no trabalho ou nas estradas. Acarreta prejuízos na atenção, concentração e na memória. Alterações de humor, como irritabilidade, depressão e ansiedade são frequentemente observados.

Fatores de risco para AOS incluem o gênero masculino, obesidade, história familiar de AOS, circunferência do pescoço aumentada, retrusão e micrognatia mandibular e maxilar, atresia da maxila e mandíbula, anormalidades na estrutura da VAS, tabagismo, álcool e envelhecimento.

A ciência tem mostrado que a apneia é causa de hipertensão arterial sistêmica e contribui para instalação e progressão de outras doenças cardiovasculares. Altera o metabolismo dos lipídios e glicose, predispondo e potencializado casos de Diabete Tipo II. Tem uma grande associação com a piora dos sintomas de doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer.

AOS é um problema de saúde pública, sendo atualmente considerada uma doença crônica, progressiva, incapacitante. Além disso, apresenta uma alta taxa de mortalidade e morbidade cardiovascular.

O diagnóstico da apneia do sono:

As pessoas com maior probabilidade de ter ou desenvolver apnéia do sono incluem aquelas que já mencionamos que roncam, estão acima do peso ou têm pressão alta. Outra preocupação seria pessoas com alguma alteração anatômica no nariz (corneto hipertróficos, desvio de septo, presença de pólipos e outros), na garganta ou outras partes da via aérea superior. Além de ter um caráter hereditário.

O diagnóstico da AOS é dado pelo médico através da avaliação clínica e do exame de polissonografia.

O que o tratamento da apneia do sono envolve?

O tratamento pode envolver medidas comportamentais, procedimentos clínicos e cirurgias. O tratamento da AOS depende da gravidade dos sintomas e das co-morbidades como também das modificações observadas na polissonografia. A higiene do sono e medidas comportamentais como perda de peso, substituição de algumas drogas (benzodiazepínicos, barbitúricos e narcóticos), evitar o consumo de álcool a noite e a mudança da posição do corpo durante o sono (evitando decúbito dorsal), devem ser incentivadas sempre que possível.

O tratamento clínico pode ser por meio dos aparelhos denominados de CPAP (do inglês “Continuous Positive Airway Pressure”) e dos Aparelhos Intraorais de Avanço Mandibular (AIO-AM). O CPAP é indicado para os casos mais graves da doença.

O CPAP é considerado o tratamento de escolha para dos quadros moderados a graves. O CPAP é um aparelho que gera e direciona o fluxo de ar contínuo através de um tubo flexível para uma máscara aderida firmemente à face do paciente. A pressão positiva é transmitida para a VAS e este ar dilata e desobstrui todo trajeto da VAS.

Outra opção de tratamento envolve o uso noturno de um Aparelho Intraoral de Avanço Mandibular (AIO-AM) que está indicado nos casos leve e moderado da doença. Os AIO-AM podem ser uma opção de tratamento para os indivíduos com uma AOS moderada e grave que não aceitam o CPAP, e para aqueles que são incapazes de tolerar ou que falharam nas tentativas do seu uso. O cirurgião-dentista que realiza o tratamento com AIO-AM como parte da conduta conjunta com o médico, deve ter formação em Medicina do Sono. O tratamento é realizado forma individualizada com acompanhamento em longo prazo.

O tratamento ortocirúrgico está indicado nos casos de grande obstrução da VAS devido alguma alteração no esqueleto da face. A cirurgia ortognática reposiciona os ossos da face desobstruindo a VAS e melhorando assim a AOS e o ronco.

Com os tratamentos o paciente observa melhora na qualidade do sono, ronco, sonolência e cansaço, e dessa forma melhorando sua qualidade de vida. Podendo ainda apresentar melhora ou ajuda no controle das alterações cardiovasculares.

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